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domingo, 10 de fevereiro de 2013

Carta enviada à escola sobre alimentação saudável

Compartilho aqui, com ligeiras modificações, a carta que enviamos à escola de nossos filhos, ano passado, sugerindo a adoção de práticas mais efetivas com relação a hábitos alimentares saudáveis no ambiente escolar. Acreditamos que a carta e as frequentes conversas serviram para reflexões e melhoras significativas na política escolar.
* foto extraída da internet

"Prezado Diretor,
                                  
Desde o ano passado – quando matriculamos nossos filhos nessa Instituição – preocupou-nos o fato de serem oferecidos alimentos não saudáveis aos alunos, por ocasião de eventos comemorativos.

Em algumas oportunidades, conseguimos obter, junto às professoras, a supressão de guloseimas ou sua substituição por alimentos saudáveis. Contudo, sensíveis à importância da inserção de bons hábitos alimentares para a saúde de nossos filhos e das crianças de modo geral, entendemos necessário que a escola institucionalize uma política de alimentação saudável, a começar pelos alimentos disponibilizados nas comemorações promovidas no ambiente escolar.
A adoção do tema “SAÚDE”, na Campanha da Fraternidade deste ano, seria uma grande oportunidade para se introduzir essa política, visando ensinar, de maneira mais efetiva às crianças, a importância de bons hábitos alimentares e atividades físicas para a prevenção de doenças.

Já foi provado que, muitas vezes, são as crianças que conseguem melhorar os hábitos dos seus pais, com aquilo que aprendem na escola. Sabe-se de casos em que eles pararam de fumar ou passaram a adotar atitudes mais educadas, como por exemplo, não jogar lixo pela janela do carro.
Contribuindo para o desenvolvimento saudável das crianças temos maior garantia de um futuro melhor para todos.

Ao contrário, é extremamente difícil para os pais preocupados em inserir bons hábitos alimentares aos seus filhos, quando a escola não fortalece esse incentivo ou, pior, quando oferece, em eventos comemorativos, pirulitos, balas, chocolates, jujubas, pipocas doces, sorvetes industrializados e outras guloseimas. Como explicar e se fazer entender pelos pequenos, que alimentos que dizemos, em casa, causarem cáries, baixa imunidade, obesidade e outros males, são aqueles oferecidos na escola?
Pais e escola devem ser parceiros na responsabilidade por uma boa formação, e isso inclui, também, responsabilidade na alimentação, principalmente quando as crianças ficam em período integral na escola. Mesmo quando essa parceria fica prejudicada pelo comportamento de alguns pais, que não demonstram interesse sobre o que os filhos fazem ou comem na escola, ela deve fazer a sua parte.

A todo instante especialistas alertam sobre os malefícios causados pelo consumo excessivo de alimentos industrializados, carregados de conservantes, açúcares, sódio, gorduras diversas e até componentes cancerígenos. Mesmo aqueles que alardeiam serem livres de ‘gordura trans’ têm grandes quantidades de outros tipos de gorduras.
Infelizmente, hoje é muito comum ver crianças com problemas de obesidade, diabetes, pressão alta (devido ao consumo excessivo de sódio) e com índices de colesterol “ruim” (LDL) bastante altos para a idade.

É preciso repensar valores e ter a consciência de que pequenos maus hábitos levam a grandes problemas no futuro.
A obesidade é hoje considerada um problema de saúde pública. Foi divulgado recentemente pelo Ministério da Saúde, a partir de um levantamento realizado pelo Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, que uma em cada três crianças entre 5 e 10 anos está acima do peso no Distrito Federal. Os dados noticiados colocam a capital federal em primeiro lugar no ranking nacional.

Como deve ser do conhecimento dessa Direção, tramita no Congresso Nacional um projeto de lei que proíbe as escolas públicas e particulares de venderem ou oferecerem guloseimas, refrigerantes e outros alimentos não considerados saudáveis.
Mas, para que esperar pela sempre demorada tramitação e aprovação de uma lei? Podemos nos antecipar e proporcionar já aos estudantes de hoje uma formação melhor, mais saudável e mais feliz e, com certeza, nossa escola sairá na frente, associando a sua marca a um diferencial que se estende para toda vida.

Nesse contexto é que tomamos a liberdade de sugerir a adoção de uma política de alimentação adequada, cujo ponto de partida poderá ser a determinação de que, nas festas e comemorações, sejam oferecidos apenas alimentos saudáveis, tais como sucos naturais, frutas, bolos simples, salgados assados, vegetais como milho, batata doce, etc; de modo que as crianças possam associar estes alimentos ao prazer e à diversão, não aqueles outros tradicionalmente prazerosos, porém nocivos.
Estamos certos de que os pais querem sempre o melhor para seus filhos e com certeza apoiarão esta atitude por parte da escola, para formar pessoas saudáveis e mais felizes."

domingo, 3 de junho de 2012

O "espermadodói" tem que achar o óvulo pra formar o bebê

*imagem extraída da internet

A educação sexual começou cedo aqui em casa e sempre foi tratada com muita naturalidade, respeitando os limites de compreensão de cada um.
Desde pequeninos, já observavam que eram diferentes. A Luíza tinha vagina e o Miguel tinha pênis (até hoje preferem o som em inglês “pinis”e vajaina” ou, carinhosamente, “piupiu e perereca).

Aos três anos queriam ver como foi o nosso casamento e ficaram indignados quando disse-lhes que não estavam na festa. Também mostrei-lhes o vídeo do parto, que os deixou tão fascinados, a ponto de um deles dizer que queria ser obstetra, para ajudar os bebês a nascerem e, a outra, pediatra, pra cuidar dos bebês. Notei também o interesse que eles tinham em trabalhar juntos, mas com funções diferentes; achei bacana isso.
Explicamos a eles que para fazer o bebê “tinha que pegar um pedacinho do papai e juntar com outro pedacinho da mamãe”. A cada explicação os olhinhos iam para cima e a imaginação corria solta. Na medida em que perguntavam íamos respondendo de forma que eles pudessem compreender.

Recentemente, recebemos a maravilhosa notícia de que a “Manona”(irmã mais velha) está grávida e que eles serão titios novamente. Ao contar a novidade pra eles, o Miguel disse com propriedade: “O papai do céu pegou um pedacinho do “Titio Cunhado” e um pedacinho da “Manona” e colocou na barriga dela.” E ao saber que o “bebê” já estava com 0,5 cm, a Luíza perguntou: “Já nasceu?”
Senti que a curiosidade estava dando muito espaço à fantasia; havia uma necessidade de explicar melhor as coisas. Perguntei-lhes: “Vocês sabem onde o bebê estava antes de ir pra barriga da mamãe dele?” E eles prontamente: “No céu.” Vi que a conversa ia ser delicada e exigia mais informação, porém com muita naturalidade. Então disse-lhes, rindo: “um pedacinho do bebê fica no "saquinho" do papai e outro pedacinho fica na barriga da mamãe”. Eles começaram a rir e repetir espantados: “No 'saquinho' do papai!”Sim, eu disse. O nome desse pedacinho é espermatozoide e ele mora bem feliz no “saquinho”do papai junto com um monte de outros espermatozoides. Sabem como é o espermatozoide? É uma bolinha com um rabinho. E o nome do pedacinho da mamãe que precisa pra formar o bebê é óvulo, e tem a forma de uma bolinha.

Não dá pra descrever a expressão do rostinho curioso e fascinado dos dois enquanto explicava-lhes sobre o início da vida. Muito menos a minha satisfação e encantamento em poder discorrer sobre esse milagre a eles. Aí veio a clássica pergunta: “E como que o danadinho do ‘espermadodoi’ faz pra se juntar com o óvulo?”
Não tive como fugir de uma explicação mais detalhada de como se dá essa “conexão”, para que o “espermadodoi” viaje do “saquinho” do papai até chegar na barriguinha da mamãe. E continuei: O espermatozoide tem que nadar muito rápido com o rabinho dele. Lá dentro é tudo escuro e ele precisa achar o óvulo. Quando o espermatozoide mais rápido encontra o óvulo, ele entra e perde o rabinho que servia pra ele nadar. O óvulo se fecha, não deixando nenhum outro espermatozoide entrar; a partir daí, o bebê começa a ser formado e vai crescendo, crescendo, durante 9 meses até não caber mais na barriga da mamãe, quando chega a hora de nascer. E tem uma coisa muito importante, pra fazer o bebê só pode ser adulto com adulta e de preferência que sejam casados, pra ter melhores condições de cuidar dele. O bebê precisa do amor e dos cuidados do papai e da mamãe, pra continuar crescendo saudável e feliz. Não é lindo? Gostaram?”

Os dois sorrindo acenam que sim com a cabeça e saem correndo contar a novidade ao papai: “Papai, papai, O “espermadodói” tem que achar o óvulo pra formar o bebê!”

sábado, 12 de março de 2011

Vídeos educativos para alimentação saudável

Selecionei alguns vídeos educativos legais, da internet, que as crianças gostam e ajudam na conscientização da alimentação saudável.








sexta-feira, 11 de março de 2011

O valor dos alimentos

Tenho uma prima que é nutricionista e numa conversa sobre o modo como educo as crianças, ensinando coisas úteis, como por exemplo, nome de países, continentes, profissões, parentesco, sinalização de trânsito, etc, ela sugeriu que eu as ensinasse sobre os valores nutricionais dos alimentos, sua importância para o nosso corpo e tal. Achei a idéia maravilhosa, principalmente porque estão em fase de alfabetização e adoram letrinhas. Já estou colocando em prática e quando ofereço uma fruta, por exemplo, uma banana, imito voz de banana (risos) e digo: "oi, eu sou a banana, sou uma fruta muito rica em vitamina B, C e potássio. Eu faço bem porque deixo vocês bem-humorados e fortes"... e por aí vai. O legal é que estou estudando sobre os alimentos também. Assim que minha tabela ficar pronta, posto aqui.

Fazendo pesquisas, achei este vídeo que ensina fazer suco verde e fiquei encantada com as meninas descrevendo os alimentos e ainda mais por saberem sua utilidade. Gostei muito e compartilho.